Ameaças e seu impacto sobre a saúde

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Ameaças e seu impacto sobre a saúde

3.1. Ameaças naturais

As ameaças naturais, como inundações, seca, ciclones, terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas, entre outros tipos de eventos ou fenômenos, podem provocar sérios danos à saúde. Mas esses efeitos são variáveis e dependem de vários fatores para que se tornem um desastre de origem natural, entre eles:

  a) A gravidade com se apresenta a ameaça;
  b) As condições de vulnerabilidade da população;
  c) O estado de preparo e a capacidade de resposta da comunidade.

No passado, acreditava-se que os desastres intensivos, além de causarem mortalidade generalizada, também produziam um transtorno social massivo e surtos de epidemias, deixando os sobreviventes totalmente à mercê da assistência humanitária externa. A observação sistemática dos efeitos dos desastres naturais sobre a saúde humana permitiu chegar a conclusões muito diferentes, tanto ao que se refere aos efeitos dos desastres sobre a saúde como nas formas mais eficazes de proporcionar assistência humanitária.

3.2. Epidemias e pandemias

Diversas doenças e agravos constituem séria ameaça para a saúde por: 1) apresentarem risco de disseminação nacional; 2) serem produzidas por agentes infecciosos inesperados; 3) representarem a reintrodução de doença erradicada; 4) apresentarem gravidade elevada; 5) extrapolarem a capacidade de resposta do nível local ou estadual do SUS ou mesmo do país.

Entre essas doenças e agravos citamos alguns de notificação imediata e que constam no Anexo II, da Portaria nº 5, de 21 de fevereiro de 2006, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS): Carbúnculo ou Antraz; Cólera; Febre Amarela; Febre do Nilo Ocidental; Hantaviroses; Influenza humana por novo subtipo (pandêmico); Peste; Poliomielite; Raiva Humana; Síndrome Respiratória Aguda Grave; Varíola; Influenza Humana. No Glossário de Doenças do Ministério da Saúde , constam informações sobre cada um desses agravos e doenças, bem como todos os outros presentes no país.
 

3.3. Ameaças tecnológicas

Reproduzindo o conceito do Eird de ameaças tecnológicas, estas são ameaças que se originam a partir de condições tecnológicas ou industriais, o que inclui acidentes com produtos perigosos, falhas na infraestrutura ou atividades humanas específicas, que podem ocasionar óbitos, lesões, doenças e outros impactos sobre a saúde, assim como danos na propriedade, perda de meios de sustento e de serviços, transtornos sociais ou econômicos, ou danos ambientais.
 
No Brasil, o Ministério do Meio Ambiente, por meio do Plano Nacional de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Emergências Ambientais com Produtos Químicos Perigosos (P2R2), sistematiza os registros das defesas civis estaduais,  corpos de bombeiros, polícias rodoviárias federais, policiais ambientais, Ibama, empresas de atendimento a emergências químicas e a Associação Brasileira de Indústrias Químicas.

Fonte: P2R2

O Brasil também registra um dos maiores acidentes radioativos ocorridos na história: o Césio 137 em setembro de 1987.

3.4. Ameaças sociais e desassistência

As ameaças sociais, também chamadas emergenciais complexas, se traduzem na redução do acesso da população aos serviços de saúde, bem como à água e alimentos, por exemplo. Envolvem desde situações em que há conflitos sociais que resultam na falta de segurança e de acesso à saúde até situações de desassistência que coloquem em risco a saúde da população por incapacidade ou insuficiência de atendimento à demanda, e que extrapolem a capacidade de resposta dos níveis estadual e municipal do SUS no Brasil, bem como nacional de outros países.