O Território

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Manguinhos: Conhecendo um pouco das suas histórias

O bairro de Manguinhos começou a ser formado ao final do século XIX com a chegada da ferrovia, em 1886. Desde então, vem sendo urbanizado de diferentes modos. No início do século XX surge o Amorim ou Parque Oswaldo Cruz – a comunidade mais antiga do bairro. Nos anos 1940-50, são ocupadas as comunidades da Varginha ou Parque Carlos Chagas, CHP2, Parque João Goulart e Vila Turismo. Na década de 1990 surgem os Conjuntos Habitacionais Nelson Mandela e Samora Machel e a comunidade Mandela de Pedra. Entre 2004 e 2007 são ocupadas as comunidades Vitória de Manguinhos ou CONAB e Nova Era ou Embratel. A partir de 2008, o PAC Manguinhos – Plano de Aceleração do Crescimento, do Governo Federal, vem trazendo grandes transformações para o bairro.

Conheça um pouco mais das histórias de Manguinhos no site do Laboratório Territorial de Manguinhos (LTM) e no livro “Histórias de pessoas e lugares: memórias das comunidades de Manguinhos” – de Tania Maria Fernandes e Renato Gama-Rosa Costa, Editora Fiocruz, 2009.

Manguinhos em movimento: o PAC transforma o território e a vida das pessoas

Em dezembro de 2006, é lançada a primeira semente para o surgimento do PAC Manguinhos, pela mobilização dos movimentos sociais locais que buscam negociar com o Ministério das Cidades um plano para resolver os problemas crônicos de saneamento básico da região.

Em março de 2008, o presidente Lula visita Manguinhos para o lançamento ofical do PAC, e em fevereiro de 2009, é inaugurado o Colégio estadual Compositor Luiz Carlos da Vila, primeira obra concluída do PAC no Rio de Janeiro.

É uma intervenção parcial no território, e em termos de obras, serão atendidas diretamente apenas algumas das comunidades e não sua totalidade.
Três regiões do território receberam a maior parte das intervenções físicas. A área do antigo DESUP, que abriga a maior parte das obras do PAC: o Colégio Estadual Compositor Luiz Carlos da Vila, a UPA – Unidade de Pronto Atendimento, o Cento Esportivo, conjunto de apartamentos com 416 unidades habitacionais, a Biblioteca Parque, um Centro de Geração de Renda, um Centro de Referência da Juventude – CRJ e a Casa da Mulher. Tendo no centro desses prédios uma praça pública. O terreno que pertenceu à Embratel – Empresa Brasileira de Telecomunicações, onde hoje estão construídas 480 novas moradias e uma creche, e a rua Leopoldo Bulhões com a elevação da via férrea e reestruturação urbanística.

Várias intervenções já estão concluídas, mas ainda existem muitas incertezas e desconfianças sobre o que de fato as obras do PAC irão alterar nas condições de vida dos que moram e trabalham em Manguinhos, uma vez que alguns principais, e, históricos problemas permanecem, com destaque para: 1) as moradias em beira de rios poluídos, que remontam aos anos 1940-50, 2) o lixo, um problema crônico que se agrava com as obras do PAC, pela mistura do lixo doméstico com entulhos das obras, pelas dificuldades de coleta nas ruas internas e vielas, entre outros problemas, 3) o saneamento, com obras incompletas, sem a ligação da rede interna com uma estação de tratamento, o esgoto e as águas pluviais continuam sendo jogados nos rios Jacaré e Faria-Timbó, 4) moradia e lazer sob a rede de alta tensão e instalações precárias e clandestinas pela não regularização dos serviços de fornecimento de energia elétrica, faz com que os riscos de incêndio se perpetuem.